02 outubro 2015
Alô! É do céu?
Fiquei pasmo com a notícia lida há pouco, de que a igreja Assembleia de Deus está lançando uma operadora de celular.
Mas em seguida, acordo para a triste realidade da mercantilização da fé, e que essa é só mais uma faceta da exploração do homem pelo homem, e do imoral aproveitamento da nossa legislação em benefício de alguns.  
No Brasil, igrejas de qualquer denominação são isentas de impostos, e desse modo conseguem uma arrecadação anual bilionária.  Por si só isso já é um acinte, mas ... bem aventurados os que acham que com os seus dízimos estão comprando um pedaço do céu.  Contanto que esse dinheiro fosse utilizado exclusivamente para fins sociais e de manutenção.
Ocorre que, ao conseguir acumular capital sem a contrapartida dos impostos, as igrejas estão concorrendo deslealmente com as empresas de tecnologia, de comunicação, ou de qualquer outro segmento do mercado.  Olha o que eu disse: Estão se comportando como empresas comerciais, obtendo lucros altíssimos, com a vantagem de não precisarem recolher impostos. 
Desse modo, fica fácil ser concessionário de rádios, TVs, jornais, empresas de turismo, gravadoras, e sei lá mais o que!
E através dessas empresas multiplicam os seus rendimentos visto que tem um público cativo que são “fiéis” para tudo o que os seus pastores, padres ou gurus pregam, e desse modo garantem o seu próprio mercado (para além dos dízimos) com a venda de livros, CDs, filmes, anúncios comerciais, e agora chips de celular.
E tudo isso com as bênçãos de nossa imoral legislação.  Amém!
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